Narrado pela Raquel
Acordei cedo e com um pressentimento que o dia me iria correr bastante bem. Olhei para o telemóvel e ainda não tinha mensagem nenhuma do David a dizer-me o local aonde iria ser o jantar. Levantei-me e fui ao meu armário e estive a ver algumas peças de roupa que podia levar mas nada me parecia suficientemente bonito. Deixei ficar umas peças em cima da cama e vesti-me rapidamente.
Como hoje era o único dia em que eu, a Susana e o Rafael tínhamos o horário compatível e como não me apetecia nada dar de caras com eles decidi ir por um diferente caminho sem passar por casa deles. Ao chegar á estação de metro, acabei por encontra-los sentados nos bancos. Ao verem-me vieram de imediato ter comigo
- Precisamos de falar Qué! – disse-me a Susana mas eu fiz de conta que não a ouvi – Nós sabemos que procedemos mal por isso pedimos desculpa, nós não devíamos ter lido as tuas mensagens! – continuava a não encara-los, não era assim tão fácil perdoa-los!
- Nós apenas ficamos curiosos….tu sabes que nós só queremos que sejas feliz! – nesse momento começa-se a ouvir o barulho do metro, afasto-me um pouco das linhas e quando o metro chega eu vou para um vagão enquanto que eles ficam noutro.
Uma das coisas que mais odeio é que interfiram na minha vida pessoal mexendo nas minhas coisas. Ainda por cima num assunto sensível como era o do David, ainda estava a tentar perceber o porquê de ficar tão afectada de cada vez que penso ou falo nele. Ao chegar à estação de comboios eles vieram novamente ter comigo.
- Não sei se sabes mas vamos para a mesma faculdade por isso não te consegues esconder de nós! – disse a Susana
- Mas quem vos disse que me quero esconder? Apenas não me apetece falar com vocês…importam-se?
- Estás a ser bastante casmurra Qué!
- Casmurra? Eu? Por amor da Santa, Susana! Vocês é que mexem nas minhas coisas e eu é que estou a ser casmurra!
- Desculpa…nós já percebemos que erramos e estamos dispostos a remediar o que fizemos…
- Remediar como? Voltar com o tempo a trás…
- Sabes que isso é impossível…nós apenas podemos pedir desculpa pelo que fizemos…reconhecemos que foi uma brincadeira de mau gosto.
- De muito mau gosto! Não tinham o direito de ler as mensagens….são privadas e não públicas!
- Já aprendemos a lição, acredita! – olhei para eles e notava-se que estavam arrependidos mas eu não conseguia esquecer o que tinham feito.
- Não pensem que será assim tão fácil eu vos desculpar! – nesse momento entra no comboio o Nuno e veio ter comigo – Olá!
- Olá Raquel – disse-me enquanto me dava dois beijinhos. Olhei para eles e estavam ambos com cara de caso e de quem estavam a magicar alguma coisa
- Nuno, estes são a Susana e o Rafael, foram com eles que eu discuti ontem! Pessoal como já ouviram este é o Nuno, um amigo meu da minha turma! – disse enquanto os apresentava
- Olá Nuno! Já gosto imenso de ti – ele olhou para ela super confuso – se consegues aturar a minha Raquel já estás num lugar bem alto na minha consideração!
- A Raquel não é assim tão difícil de aturar…
- Isso é porque só a conheces á dois dias…daqui a algum tempo já vais desejar não a teres conhecido! – peguei na mão do Nuno e saí daquele vagão – Aonde é que vais?
- Para bem longe de vocês!
Abri a porta que separa um vagão do outro e atravessei pelo corredor que dá acesso ao outro vagão. Continuei a andar mas não sabia para aonde, queria parar mas não conseguia, a raiva que sentia era demasiado grande. Naquele dia parecia que tinha as emoções todas à flor da pele e que qualquer coisa que me dissessem faziam-me explodir.
- Para onde vamos Raquel? Queres ir para onde?
Olhei em redor e reparei que a carruagem estava vazia e não havia mais portas para passar em frente. Sentei-me no chão e encostei-me ao varão que havia no meio, estava-me a sentir esquisita, não sabia o que se passava. Seria tudo por causa do encontro? Estava impaciente e sem cabeça para nada por estar nervosa?
«Próxima estação: Algés»
- Raquel a nossa paragem é a seguinte…levanta-te!
- Não me apetece! Quero sair na Cruz-Quebrada!
Ele não disse nada e deixou-me continuar estar sentada no meio da carruagem. A minha sorte é que ninguém entrou naquela carruagem e pude continuar descansada sem ninguém para me chatear.
«Próxima estação: Cruz-Quebrada»
- Vá Raquel! Agora temos mesmo que sair!
Levantei-me e quando o comboio parou accionamos a abertura das portas. Saí e mais ninguém saiu naquela paragem, para alívio meu!
- Importas-te de me explicar o que passou aqui?
Continuei o meu movimento sem lhe responder, nem eu própria sabia o que se estava a passar!
- O que é que tinha a mensagem de tão especial? – tentou novamente iniciar uma conversa decente
Continuei no meu passo apressado, o melhor que conseguia, sem encarar as perguntas que fazia nem a ele.
- Foda-se Raquel olha para mim! – pela primeira vez senti necessidade de olhar para ele para conseguir avaliar a intensidade das palavras dele
- Eu nunca pedi para ficares comigo, só o fizeste porque quiseste! Eu neste momento não me apetece falar importaste? – disse o mais calmamente possível
- Importo-me!
- Temos pena! O problema é teu e não meu! Agora se não te importas tenho uma aula p’ra ir…
- Tu não foges assim de mim! – enquanto me agarrava – Só te quero ajudar…
- Primeiro vais largar o meu braço – pedi educadamente – Segundo não quero ajuda para nada!
- É algum rapaz? Gostas de alguém?
Bateu mesmo em cheio na questão…gostava de alguém ou era tudo bichinhos na minha cabeça? Cada vez que me lembrava dele sentia-me bem, só me apetecia sorrir mas isso significava que estava a começar a gostar dele? A última vez que tinha sentido algo parecido já devia ter sido há tanto tempo pois não me lembrava.
- Não me respondes? Acertei em cheio não foi?
- Como já te disse, não me apetece falar sobre isso! Além disso temos uma aula p’ra ir!
- Aula? Tu não fazes as práticas…não percebo porque estás tão apressada? Eu é que devia estar pois não posso ter falta…agora tu não!
Aquela conversa estava-me a meter nervos e começava a perder a pouca paciência que ainda me restava. Antes de responder o meu telemóvel começa a tocar, e para meu espanto era o David. O meu coração começa a bater freneticamente e uma sensação de calor invade a minha cara e um sorriso parvo aparece delineado nos meus lábios.
- Sim? – respondi com a voz trémula de tanto nervosismo
- Oi! Acordei você? – perguntou
- Não não…já estou a chegar á faculdade…
- A sua voz pareceu esquisita por isso perguntei… - um silêncio aterrador fez-se sentir durante alguns segundos e apenas consegui ouvir a sua respiração ao que parecia ofegante, tal e qual como a minha – Liguei p’ra você, p’ra dizer o local do jantar…
- Então onde é? – perguntei curiosa e ao mesmo tempo ansiosa
- Isso é surpresa!
- Oh…como é isso? Disseste que me ias dizer o local do jantar…como é que queres que chegue ao jantar?
- Vou fazer melho’ que isso! Vou buscar você a casa e assim ‘cê só vê o local depois de chegar…
- Não gosto disso! Assim não sei o que vestir… - perguntei assustada com o facto de ele me ir buscar a minha casa
- Algo confortável serve… - respondeu prontamente mas continuava insegura
- Pois….algo confortável…não sei se sabes mas isso é muito vago! Posso ir tanto de vestido ou de fato de treino e estou sempre confortável… - disse tentando tirar a ideia de me ir buscar a minha casa da cabeça dele
- Por mim pode ir como ‘cê se sentir melhor…’cê é linda de qualque’ jeito! – embora ele não mo tenha dito á minha frente as minhas maças do rosto coraram imenso
- Obrigada pelo elogio mas mesmo assim não me convenceste! A sério diz lá o local ou que tipo de roupa é que devo vestir…
- Já disse…uma roupa confortável…
- Que raiva David…não me apetece fazer figuras tristes com uma roupa desadequada ao restaurante ou seja o que for…
- ‘Cê fica bem em qualque’ sitio e com qualque’ roupa…
- Tu não sabes o que dizes! – fiz uma pausa para ver o que dizia mas acabou por não falar – não me vais dizer pois não?
- Não!
- Então não vou sair contigo… - fiz chantagem
- Não faça isso não! Não esteja de sacanagem comigo! – pediu
- Ou me dizes o que vestir ou então não á jantar para ninguém David! – retorqui rapidamente e com voz segura
- Pronto! ‘cê ganhou….
- Eu ganho sempre…ou quase sempre… - sorri vitoriosa – então o que devo vestir? Uma coisa formal ou informal?
- Uma coisa informal e confortável…vamo’ p’ra um sitio calmo e sem muitos alaridos…
- Vês? Foi assim tão difícil David?
- Não!
- Eu disse-te! Mas mesmo assim não fiquei completamente satisfeita! – olhei para o meu relógio e já estava dez minutos atrasada e ainda estava no mesmo sitio que atendi o telemóvel – Oh meu Deus!
- O que se passou? – perguntou rapidamente
- Estou atrasadíssima! Desculpa mas vou ter desligar – olhei em volta e não vi o Nuno – tenho mesmo que ir!
- Claro….então às 20h30?
- Combinadíssimo! – disse com um sorriso enorme
Desliguei o telemóvel e fui a correr para a faculdade pois já estava bastante atrasada e não podia faltar às aulas práticas mesmo não as fazendo. Cheguei ao pavilhão e a minha turma já estava na fase de aquecimento por isso fui ter com o meu professor e pedi desculpas pelo atraso.
No final fui ter com o Nuno
- Porque é que foste embora sem me dizeres nada? Podias pelo menos ter dito qualquer coisa não?
- Estavas muito ocupada… - disse sem me olhar
– Desculpa se há pouco fui demasiado fria contigo mas não estava p’ra lá virada! Estava em momento não!
- Não tens que te desculpar….afinal não sou assim tão importante! – mal falou foi-se logo embora e nem me deixou responder.
Ele era importante, não sabia porquê mas ele tinha qualquer coisa de diferente de qualquer um da minha turma. Mas também era diferente do que sentia com o David, o que sentia tinha mais a ver com o que sentia com o Rafael ou a Susana.
Peguei nas minhas coisas e fui para o ginásio para mais umas horas de treino. Quando lá cheguei já estava lá o meu treinador mas também a Susana e o Rafael.
- Precisamos de terminar a nossa conversa – disse a Susana quando me estava a aproximar dela
- Tenho treinos… - tentei desviar-me mas ela agarrou-me o braço
- Precisamos de falar, Raquel! – a sua voz denotava a sua vontade de falar comigo e de pôr os “acentos nos i’s” – já falei com o treinador que só precisamos de cinco minutos do teu tempo.
- Não tenho como me escapar pois não? – respondi derrotada
- Não! – respondeu prontamente o Rafael
Deixei o meu saco á porta do ginásio e fomos para o pátio conversar. Sentamo-nos mesmo no chão e depois de uns minutinhos em silêncio alguém falou.
- A única coisa que nós te queríamos dizer era que estamos mesmo arrependidos do que fizemos… - começou a Susana
- E achamos que é uma estupidez continuarmos zangados por um erro que cometemos… - terminou o Rafael
- Então querem que vos desculpe, é isso? – eles disseram que sim – Sabem perfeitamente que e gosto muito de vocês mas o que fizeram tirou-me do sério. Mas sabem o que mais me irrita? É que não consigo estar muito tempo zangada com vocês!
- Nós sabemos que somos irresistíveis! Ninguém consegue viver sem nós!
- Ai que gracinha Rafa….vê lá se não queres ficar sem os dentinhos… - disse ao mesmo que me levantava para ir para o treino
- Espera amor… - disse a Susana – Anda aqui uma coisinha a matutar-nos a cabeça e só tu nos podes tirar as dúvidas.
- Diz?
- Então é assim…quando vimos a tua mensagem o David estava a convidar-te para um jantar certo? – eu disse que sim – Então nós queríamos, assim sem parecer que somos muito coscuvilheiros, qual é que foi a tua resposta?
- É que tivemos com ele e ele não se descoseu…ainda devia estar á espera da tua resposta. – olhei para eles e fiz algum suspense – Então miúda diz!
- Bem…eu...- tentei pô-los mais ansiosos – aceitei sim! É hoje o jantar! Satisfeitos? Sinceramente vocês são piores que as velhas!
- Não somos nada! – ripostou a Susana – Nós nunca queremos saber nada de nada da tua vida amorosa…nem queremos saber como correu o jantar… - ironizou
- Pois pois… - despedi-me deles – Tenho que ir antes que o meu treinador me mate e me cortes aos bocadinhos!
- Vemo-nos ao almoço? – perguntou-me o Rafa
- Sim, claro! – disse já a correr para o ginásio
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- Já comeram? – disse ao chegar ao pé deles já com o meu prato, sentei-me na cadeira da mesa e aproveitei os últimos dias ainda disponíveis para comer na esplanada
- Eu já mas aqui a menina Susana não quer comer e eu já me estou a irritar! – disse prontamente antes de sequer começar a comer
- Eu já te disse oh casmurro que não me apetece comer! – gritou a Susana – Importas-te de me deixar não comer!
- Importo-me pois…vais comer esse prato todo até ao fim nem que te tenha de obrigar!
- Calma aí Rafa! – disse tentando acalmar os ânimos – se ela não quer comer mais não coma! Não vai ser por esta refeição que ela vai morrer não?
- Tu não sabes o que dizes Quê! Esta menina vai comer tudo nem que lhe tenha de enfiar pela boca a baixo!
- Estás a ser muito estúpido sabia? Se eu já disse que não me apetece comer é porque não me apetece! – olhei para ela e reparei que tentava controlar as lágrimas que queriam sair
- Oh mor não precisas de ficar assim! – disse abraçando-a – É claro que o Rafa não te vai obrigar a comer!
- Vou pois!
- Deixa de ser parvo! Se ela não quer comer não come…e ponto final!
- Tu não percebes nada! Não vês que assim ainda pioras a situação Quê!
- Mas que situação? A única coisa que aqui vejo é que estás a ser parvo em insistires para ela comer…se não lhe apetece mais não come!
- Estás a cometer o maior erro da tua vida Quê! É só isso que te digo! – disse o Rafa com um olhar mesmo desolador. Não estava a perceber nada do que se estava a passar…
- Mas qual erro? Sinceramente não estou a perceber nada! É só uma refeição não?
- Deixa estar…não vale a pena!
- Vou masé comer que esta conversa não tem pernas nem cabeça pelo menos para mim! – disse quando começava a comer
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- Estás bem? – disse depois de abrir a porta de minha casa – Estás pálida…
- Deve ter sido do treino…foi bastante puxado hoje! – pela cara que mostrou fiquei tranquila com a resposta. Peguei na mão dela e puxei-a para o meu quarto – bem Quê…isso é tudo nervos para logo?
- Ai mor nem me digas nada! Estou cá com uns nervos e com umas borboletinhas no estômago que me estão a dar cabo de mim – ela começou-se a rir – não tem piado oh parva!
- Tem sim! Já tinha saudades de ver a minha menina assim toda nervosa com para um encontro! – não estava a gostar da conversa por isso fingi amuar – oh pequenina não fiques assim! Sabes que só estou a brincar contigo não sabes?
- Pois pois…anda aqui uma pessoa stressada e ainda leva por cima estas insinuações!
- Pronto já me calei! – ela abriu o meu armário e começou a ver a minha roupa – Ai amor adoro estes sapatos…leva-os, leva-os! – pediu-me
- Nem penses! Achas que eu já possa andar nisso? Os meus pés não aguentam a dor e não me apetece ser novamente curada pelo David e estar mais um mês de cama!
- Pois é! Já não me lembrava disso….então vamos cá ver o que vais vestir – ela começou a mexer em toda a minha roupa e lá encontrou uma que gostasse – agora calçado…vamos ver – começou a ver a minha enorme prateleira de calçado – adoro estes ténis! Ficas já com estes…
- Então vou-me vestir – peguei na roupa e vestia. No final fui ter com a Susana á minha sala de estar. – O que é que achas? – perguntei ao entrar na sala
- Estás linda, deslumbrante como sempre!
- Obrigada! Achas que estou mesmo bem? É que ele disse para ir confortável pois íamos para um sítio sossegado…
- Amor, como eu já disse estás perfeita como sempre! Até podias ir com farrapos que estavas deslumbrante.
- E tu com os teus exageros.
- Olha o Rafa mandou-me mensagem a dizer que vem aqui ter para ver se vais decente para o jantar.
- O quê? Ele passou-se só pode…
- Não…ele disse para abrires a porta da entrada pois já lá está! – abri a porta da entrada e em dois minutos já estava há minha porta
- O que é que estás a fazer aqui oh parvo? – ele estava parvo a olhar para mim – vais ficar á porta ou vais entrar?
- Onde é que pensas vais assim vestida oh minha menina? – disse quando se dirigia para a sala
- Olha-me este agora! Nem venhas com isso…não és meu pai!
- Mas tu estás linda demais para saíres à rua! Nem penses que te deixo ires lá para fora sozinha!
- Olha nem vale a pena continuares com essas tuas ideias estapafúrdias! Já me viste, agora podes-te ir embora porque o David já deve estar quase a chegar! – a Susana levantou-se e puxou pelo Rafael
- Vamos oh homem das cavernas!
- Isto não fica assim minha menina, quero saber a que horas chegas a casa para ficar descansado porque senão venho acampar para a porta do teu prédio.
- Está bem! Eu digo-te quando chegar a casa mas agora despachem-se lá a sair está bem? – ele chegou-se ao pé de mim e deu-me um beijo
- Porta-te bem! – disse-me
- Sim senhor Rafael! – despedi-me da Susana também.
Quando saíram fui para o meu quarto e fiquei atenta ao meu telemóvel para ver quando chegava. Passado alguns minutos recebo uma mensagem no telemóvel
“Já tou esperando por você na entrada….pode descer!”
Um nervosismo mais intenso apoderou-se de mim e desci as escadas do meu prédio a tremer. Ao chegar à porta de entrada respirei fundo e tentei acalmar o meu coração que já estava num frenesim!
Ao sair do prédio vi de imediato o David, lindo como sempre e com um sorriso irresistível. O meu coração disparou ao vê-lo e uma sensação de leveza apoderou-se de mim. Tinha a certeza que não me iria arrepender daquela noite!

