- ‘Cê tá linda – foi a primeira coisa que me disse quando me cheguei ao pé dele e fiquei logo sem jeito
- Já viste como me deixaste? – tentando esconder as minhas maças do rosto vermelhas – podias pelo menos avisar assim estava minimamente preparada.
- Mas assim não tem tanta graça! – como ainda não nos tínhamos cumprimentado aproveitei a altura para o fazer.
Um certo clima esquisito formou-se entre nós quando nos cumprimentava-mos, uma certa necessidade incontrolável de estar ao pé dele estava-me a consumir por dentro levando-me á loucura. A fragrância do perfume dele era contagiante o que me dava ainda mais vontade de nunca me separar dele. Quando me estava a aproximar da face dele sinto a mão dele a tocar-me na cintura, um arrepio enorme percorre-me a espinha e forma-se um turbilhão de voltas na minha barriga.
- Cê tá com frio? – perguntou-me ao notar a minha pele de galinha que se tinha formado logo após o toque dele
- Não! Nada disso…foi só um arrepio e mais nada! – disse ao mesmo tempo que puxei o top para baixo e tentei recompor-me
- Vamo’? – disse com um sorriso daqueles que me punha completamente sem jeito e à beira da loucura
- Sim! – ele abriu a porta do carro do lado do pendura e mandou-me entrar – obrigada! – disse com toda a educação
Ele acabou por entrar para dentro do carro muito rapidamente e depressa pôs o carro em movimento.
- Já me queres explicar para onde vamos? – era melhor começar a falar rapidamente pois com os nervos que estava não conseguia estar calada durante muito tempo
- Não! Como disse é surpresa! – rrrr…como eu odiava surpresas!
- Ai David! Que chato que és…porque é que não me dizes? Olha que estou a fazer beicinho… - tentei formar um beicinho perfeito par ver se conseguia que ele me dissesse para onde é que íamos.
- Tou dirigindo por isso não posso olhar p’ra você… - ao mesmo tempo que sorria
- Que chatice! Já não gosto de ti! – encostei-me no banco e cruzei os braços mas de relance vi que ele tinha acabado de espreitar para ver se estava amuada – Eu vi senhor David! Já que não me queres dizer para onde vamos, concentra-te na estrada…olha que eu quero chegar bem viva a casa… - ao mesmo tempo que descruzava os braços e me punha numa posição confortável
- É impossível concentrar-me com você ao meu lado… - para não variar, as palavras dele faziam-me corar ficando completamente sem jeito!
- Pois pois… - tentei não pensar no que tinha acabado de dizer – para me dizeres para onde vamos não te desconcentro…
- Ué? Eu já disse p’ra você p’ra onde a gente vai…
- Não não! Só me disseste que era um sitio confortável e informal…não me disseste onde era…
- Mas eu já não posso dizer mais nada não…senão não é surpresa! A gente já ‘tá chegando e ‘cê já vê rapidinho onde ficamos!
- Desisto! Pronto! Satisfeito? – ao mesmo tempo que encostava a cabeça no vidro e me concentrava na paisagem
- Oh…não fica assim não! Não quero ver você assim desse jeito… - ele tira uma mão do volante e toca-me do ombro e abana ligeiramente – Vá…eu prometo que não volto a fazer outra se esta for um fracasso… - olhei para ele enternecida com o sorriso que estava a fazer
- Não é preciso exagerar…eu é que não gosto que me tirem o chão, sinto-me vulnerável…gosto de estar preparada para enfrentar as coisas de frente e não desviar-me delas
- ‘Cê vai ver que comigo este jantar vai ser o maior sucesso e que vai querer que volte a preparar surpresas! – encarei-o com uma expressão de quem não estava convencida do que tinha acabado de ouvir – não faça essa cara não garota!
- Ai que o menino está convencido que me vai conquistar com um jantar….olha que para me surpreenderem é preciso esmerarem-se muito!
- ‘Tou preparadão p’ró desafio! – respondeu prontamente
- Ai estás? – disse provocando – não sei não!
- Ai sei sim….
Ele olhou para mim e fez um daqueles sorrisões magníficos e fiquei sem jeito novamente. Entretanto ele começa a abrandar o carro e vai parar mesmo à beira da praia, a praia onde eu tinha estado quando o conheci. Ele estaciona o carro e pede-me para sair.
- David o que estamos aqui a fazer? – à volta da praia não havia restaurantes e por isso não estava a percebe o que estávamos ali a fazer.
- ‘Cê já vai ver…. – ele vai à mala do carro e tira uma espécie de manta, daquelas que se costumam usar quando vamos fazer um piquenique.
- Não estou a perceber nada disto…. – ao mesmo tempo que ele me pegava na mão e me puxava para a escadaria de madeira que dava acesso à praia – mas para onde é que me levas?
- Ouve um passarinho que me disse que ‘cê adorava jantar na praia…então que sitio melhor que no seu preferido! – ainda nem estava acreditar que iria jantar na praia.
Acabei por não dizer nada e deixei-me levar pela mão do David que estava ainda agarrada na minha. Ele puxou-me delicadamente pelas escadas a baixo e quando cheguei à areia ele esperou que eu tirasse os meus ténis.
- Reza para que a areia não faça mal aos meus pésinhos! – enquanto via se o meu pé estava bem protegido pela ligadura para que não entrasse areia e me infectasse a ferida.
- Se for preciso eu levo você ao colo! – olhei para ele de baixo para cima e não pude de deixar fugir umas boas gargalhadas
- Oh meu amigo….nem penses! A mim ninguém me pega ao colo sim? – disse muito rapidamente e convicta.
- Eu não deixo cair você ao chão não….não se precisa de preocupar! – ao mesmo tempo que me estendia a mão para continuarmos a caminhar pela areia
- Eu acredito que sim mas quando eu tinha quatro caí do colo do meu tio e a partir daí nunca mais ninguém me pegou ao colo.
- Então se é assim eu não o faço! Vamo’ então?
- Claro!
Caminhamos junto à água até encontrarmos o lugar perfeito para o jantar. Como eu adorava sentir a areia húmida nos meus pés e o perfume da água salgada no meu corpo. Ele pôs a manta no sítio escolhido e foi buscar a comida que ainda continuava na mala do carro.
Por muito que me tentasse conter a não entrar na água, era completamente impossível. Em poucos segundos já estava ao pé da água e como não podia molhar a ligadura tive que me manter equilibrada apenas num pé. A sensação de sentir e ouvir as ondas do mar a baterem e a arrebentarem no meu pé era fantástica.
Estava tão absorvida nos meus pensamentos e emoções que nem reparei que o David já tinha chegado com a comida e que já estava ao pé de mim. Senti um enorme arrepio na espinha quando ele me toca nos ombros o que me faz desequilibrar.
- Ai! – disse instintivamente quando sentia a minha perna fraquejar e a flectir para o lado
- Já agarrei! – ouvi-o dizer enquanto sentia as suas mãos em redor do meu corpo não o deixando cair à água. Uma das mãos dele estava mesmo perto do meu peito o que fez com que o meu coração acelerasse o mais possível – ‘Cê ‘tá bem? Seu coração ‘tá batendo bem depressa… - ao mesmo tempo que me rodava e me tirava da água
- Está tudo bem! – enquanto punha a mão no peito para tentar acalma-lo – foi só do susto!
- ‘Cê tem a certeza? – a mão dele percorreu a minha face o que me fez ter um calor dentro de mim fora do normal
- Sim sim! Tenho a certeza! – disse muito rapidamente saindo daquela situação constrangedora – Vamos comer?
- Claro! ‘Tou morrendo de fome!
- Olha não sei se alguém te disse mas eu como bastante, adoro comer e estou quase sempre com fome!
- Ué? É a primeira mulhe’ que eu oiço dizer uma coisa dessas – disse espantado
- É! É um dos meus encantos ou desencantos….provavelmente ninguém me quer porque para sustentar a minha fome não sai propriamente barata!
- Melhor ainda! Assim ‘cê me faz companhia quando eu estou morrendo esfomeado e assim não pareço um cara tão estranho!
- Oh! Não és estranho! Compreendo perfeitamente a tua fome e vontade de comer! – sorri e sentei-me na manta – Não sei se sabes mas ao falares comigo sobre comida dás-me fome, por isso se não te importares muito queria comer!
- Claro que sim! O jantar é… - pausou o seu discurso deixando-me mais na expectativa - …é bacalhau à Braz feito por mim!
- Por ti? – desconfiei – não sei não!
- Pode confiar…
- Vamos ver…
Começamos a comer enquanto conversávamos
- A comida está muito boa mas não tão boa como a da minha avozinha! – disse enquanto levava uma colher à boca
Nesse momento oiço o meu telemóvel a tocar e não reconheço o número. Sinto um arrepio enorme a percorrer-me a espinha antes de atender o que me faz temer o que iria ouvir.
- Sim? – perguntei expectante
- Estou a falar com a Raquel Alves? – perguntou-me uma senhora que não reconheci pela voz
- Sim…quem é e o que deseja? – não conseguia perceber quem era e aonde estava pois não conseguia perceber o barulho de fundo
- Sou a enfermeira Paula e queríamos informa-la que o Nuno Ribeiro encontra-se no hospital São Francisco Xavier em estado de coma… - as palavras caíram que nem bombas no meu coração…
Já pensas-te em criar uma história só tua?
ResponderEliminarSim podem haver coincidências mas também é demais!
É que pores factos que aparecem nas outras fic's é demais não?!
E são várias como pequenas frases ou expressões!
Ao fazeres "plágio" ou o que lhe quiseres chamar!
É que assim a tua Fic perde todo o interesse e não sou defensora de ninguém só acho que leitora como sou e lendo várias Fic's fica-te um pouco mal copiares as outras não?!
E não me querendo torar repetitiva nos próximos capitulos tenta apostar apenas nas tuas ideias e não nas dos outros!
Fica a sugestão!
Beijinhos
tornar*
ResponderEliminaroh anónimo.. a inveja é uma coisa muito feia...
ResponderEliminarpelo menos identificavas-te LOOOL